A temporada

Ayrton Senna começou a sua terceira e última temporada pela Lotus animado com os novos motores Honda, mas assistiu a gradual perda de competitividade do carro até as corridas finais. O brasileiro foi terceiro no Mundial de Pilotos com 57 pontos, duas vitórias e oito pódios conquistados. Senna ficou somente atrás de Piquet (73) e Mansell (61). Alain Prost foi o quarto no campeonato com 46 pontos.

A abertura da temporada foi no Rio de Janeiro em 12 de abril. Ayrton chegou a liderar a prova, permaneceu em segundo na maior parte da corrida, mas um problema no motor impediu que o brasileiro voltasse ao pódio em solo brasileiro.

Em San Marino, Senna cravou sua única pole position do ano, naquela que viria a ser a primeira pole de um carro com suspensão ativa. Na corrida, a qualidade do carro da Williams falou mais alto e Nigel Mansell venceu. Senna fez uma boa prova e fechou em segundo lugar.

Na Bélgica, Senna largou melhor que Mansell, mas o inglês ainda tentou recuperar a ponta na primeira volta e os dois acabaram se tocando e abandonaram a prova. A recuperação do brasileiro veio duas semanas depois, com uma vitória histórica em Mônaco. Ayrton era o primeiro brasileiro, e ainda permanece o único, a vencer na F-1 no Principado.

Ayrton assumiu a liderança do campeonato após vencer o GP de Detroit, nos Estados Unidos. O brasileiro superou mais uma vez o inglês Nigel Mansell e estabeleceu seu segundo triunfo nas ruas norte-americanas.

Com o carro da Lotus rendendo menos do que nas outras provas, Senna ficou em quarto lugar no GP da França, em Paul Ricard. Em Silverstone, na sétima etapa, Ayrton terminou em terceiro e pela última vez esteve líder do campeonato. Senna tinha 31 pontos, Mansell 30, Piquet 30 e Prost 26.

Nelson assumiu a liderança do campeonato em Hockenheim após vencer e Senna terminar em terceiro lugar. Na Hungria, os dois brasileiros reeditaram a dobradinha do ano anterior, novamente com Piquet na frente.

A décima etapa do ano foi realizada na Áustria, uma pista que favorecia bastante a estabilidade das Williams, que venceram com Mansell em primeiro e Piquet em segundo. Senna terminou em quinto lugar.

Na Itália, Nelson Piquet e Ayrton Senna protagonizaram mais um grande duelo. O piloto da Lotus tinha a vantagem restando oito voltas para o final, quando um deslize na curva Parabólica facilitou a ultrapassagem de Piquet, que se aproximou ainda mais do título.

Na corrida seguinte, realizada em Estoril (Portugal), Alain Prost venceu com a McLaren. A etapa marcou a primeira pole position da carreira de Gerhard Berger, que terminou em segundo com a Ferrari. Piquet terminou em terceiro e Senna somente em sétimo.

O GP da Espanha, palco do final mais emocionante da história da F-1 no ano anterior entre Senna e Mansell, desta vez teve vitória do “Leão”. A Lotus continuava perdendo rendimento pela falta de investimento da equipe no carro e Senna somente largou em quinto lugar, mesma posição em que fechou a prova.

A etapa do México marcou o retorno de Nigel Mansell para a disputa do campeonato. O britânico venceu novamente e diminuiu a vantagem de Piquet que era de 18 pontos para 12, restando ainda duas provas. Ayrton abandonou a corrida faltando apenas nove voltas para o final.

Na penúltima etapa, em Suzuka (Japão), Senna fez uma das suas melhores corridas da temporada. Largou apenas da sétima posição e terminou em segundo lugar. A vitória ficou com Berger, que havia feito também a pole position. Mansell se acidentou ainda nos treinos de sexta-feira e com isso Piquet nem precisaria correr para ser campeão, causando um anticlímax para o público japonês.

A corrida que encerrou a temporada foi realizada nas ruas de Adelaide, na Austrália. Berger venceu novamente e vários dos principais pilotos ficaram fora da zona de pontuação. Ayrton foi desclassificado por irregularidade nas pastilhas de freio, Piquet e Prost abandonaram com problemas nos freios e Mansell sequer competiu porque se recuperava do acidente do Japão.

Ainda neste ano, Ayrton Senna assinou contrato para correr com a McLaren a partir de 1988, iniciando assim o seu período mais vitorioso na Fórmula 1.

Colocação: Piloto: Pontos:
N. Piquet 73
N. Mansell 61
Ayrton Senna 57
A. Prost 46
G. Berger 36
S. Johansson 30
M. Alboreto 17
T. Boutsen 16
T. Fabi 12
10º E. Cheever 8
11º J. Palmer 7
S. Nakajima
12º R. Patrese 6
13º A. de Cesaris 4
P. Streiff
14º D. Warwick 3
P. Alliot
15º M. Brundle 2
16º R. Arnoux 1
I. Capelli
R. Moreno
Equipe Lotus
Carro Lotus/Renault 99T
Total de provas 16
Vitórias 2
Poles 1
Pódios 8
Melhores Voltas 3
Abandonos 7
Pontos 57
Classificação no Campeonato 3

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