Grande Prêmio de San Marino – 1992

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Ayrton Senna saiu do motorhome para os boxes meia hora depois do início dos treinos livres. Já estava de macacão e entrou rapidamente no carro.

O ambiente na McLaren não chegava a ser tenso, mas estava carregado.

O piloto fez o quinto tempo e, com a mesma pressa que tinha assumido o carro, saiu para outra reunião. Nos bastidores, o assunto em pauta era o que fazer para melhorar a performance e reestabelecer frente às Williams.

No sábado, mesmo depois de ter feito o terceiro tempo, o semblante de Ayrton Senna não disfarçava a preocupação. A diferença de mais de um segundo de Nigel Mansell era, para o perfeccionismo do brasileiro, quilométrica.

Na corrida, foi novamente terceiro, depois de Mansell e Patrese. Aquele pódio não lhe deu nenhuma satisfação.

Somente quando soube que a Honda iria melhorar a potência do motor, baseada numa nova molécula mais explosiva da gasolina da Shell, e que faria testes com uma frente com nova aerodinâmica, ficou mais sereno. Suspirou:

“Mas tudo isso só daqui a um mês, no GP do Canadá”

Resumo da Corrida

  • 1 N. Mansell
  • 2 R. Patrese
  • 3 Ayrton Senna
  • 4 G. Berger
  • 5 M. Schumacher
  • 6 M. Brundle
  • 7 J. Alesi
  • 8 I. Capelli
  • 9 M. Alboreto
  • 10 T. Boutsen
  • 11 A. Suzuki
  • 12 K. Wendlinger
  • 13 E. Comas
  • 14 A. de Cesaris
  • 15 P. Martini
  • 16 J. Lehto
  • 17 U. Katayama
  • 18 M. Gugelmin
  • 19 B. Gachot
  • 20 O. Grouillard
  • 21 G. Morbidelli
  • 22 G. Tarquini
  • 23 S. Modena
  • 24 T. Belmondo
  • 25 C. Fittipaldi
  • 26 J. Herbert
Voltas 60
Tempo Ensolarado
Volta mais rápida R. Patrese - 1´26´´100
Podium 1º N. Mansell 2º R. Patrese 3º Ayrton Senna
Carros 26
Abandonos 12

Senna na corrida

Posição de largada 3
Posição final 3
Melhor volta 1’27’’615
Pontos somados para o Campeonato 4
Posição no Campeonato após a prova 4
O que disse após a prova
“Mas tudo isso (os novos ajustes de motor que possibilitariam maior potência) só daqui a um mês, no GP do Canadá”