Grande Prêmio do Brasil – 1993

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Ayrton Senna quase não participou do Grande Prêmio do Brasil de 1993 por desentendimentos na assinatura do contrato com sua equipe, a McLaren. Sorte da equipe que houve um acerto. Senna corria em parceria com a McLaren pela centésima vez na F1.

“Quando Deus quer ninguém muda o destino”

Ayrton Senna tinha uma dura missão naquele fim de semana. A classificação apontava uma grande superioridade dos carros da Williams. Alain Prost e Damon Hill cravaram quase dois segundos de diferença para o piloto da McLaren, que largaria em terceiro.

A esperança dos brasileiros era uma grande reviravolta do tempo: uma forte chuva estava para chegar. Com a chuva, as chances de Senna aumentariam diante da força das Williams.

Com toda a água que caiu em Interlagos naquele ano, aconteceu de tudo: houve nove acidentes, três colisões (uma delas entre Alain Prost e Christian Fittipaldi), troca de pneus de chuva para slick e a primeira entrada do Pace car (por oito voltas) depois de oficialmente instituído na F1.

Ayrton Senna ainda sofreu uma punição por uma manobra arriscada e perdeu mais de 10 segundos nos boxes. Quando a chuva parou e a pista começou a secar, o piloto brasileiro ultrapassou Damon Hill e segurou sua McLaren até a bandeirada final.

Mas não sem antes rezar para que o motor não apagasse nas últimas voltas, quando a luz que acusa a pressão do óleo acendeu no painel. O carro parou 50 metros depois da linha de chegada.

Os outros pilotos também pararam para observar a festa da torcida brasileira, que invadiu completamente a pista do circuito. Após o piloto cruzar a linha de chegada, o fiscal de prova Marcelo Krause entregou a bandeira do Brasil para Senna, que desfilou com ela em sua McLaren. Saiba mais sobre essa história no vídeo do Senna TV.

Resumo da Corrida

  • 1 A. Prost
  • 2 D. Hill
  • 3 Ayrton Senna
  • 4 M. Schumacher
  • 5 M. Andretti
  • 6 R. Patrese
  • 7 J. Lehto
  • 8 K. Wendlinger
  • 9 J. Alesi
  • 10 M. Blundell
  • 11 P. Alliot
  • 12 J. Herbert
  • 13 G. Berger
  • 14 R. Barrichello
  • 15 A. Zanardi
  • 16 M. Brundle
  • 17 E. Comas
  • 18 D. Warwick
  • 19 A. Suzuki
  • 20 C. Fittipaldi
  • 21 L. Badoer
  • 22 U. Katayama
  • 23 A. de Cesaris
  • 24 F. Barbazza
  • 25 M. Alboreto
Voltas 71
Tempo Nublado
Volta mais rápida M. Schumacher - 1´20´´024
Podium 1º Ayrton Senna 2º D. Hill 3º M. Schumacher
Carros 25
Abandonos 13

Senna na corrida

Posição de largada 3
Posição final 1
Melhor volta 1'20’’187
Pontos somados para o Campeonato 10
Posição no Campeonato após a prova 1
O que disse após a prova
“Quando Deus quer, ninguém muda o destino” (após vencer a corrida contra adversidades da pista e do carro)