Notícias

No Dia da Bandeira, relembre cinco momentos emocionantes de Ayrton com a bandeira do Brasil

Sorry, this entry is only available in Brazilian Portuguese.

O Dia da Bandeira, comemorado no Brasil em 19 de novembro, remete ao ano de 1889, quando o País trocou a bandeira imperial pela bandeira da República, a mesma que ainda hoje representa a nação. Ayrton Senna, um apaixonado pelo Brasil, comemorou várias de suas vitórias com ela em mãos, por isso relembramos cinco momentos históricos do tricampeão emocionado com a bandeira nacional.

1- GP Brasil de 1993

No GP Brasil de 1993, Ayrton teria que superar as Williams, que foram muito mais rápidas no treino classificatório. Na corrida, largando em terceiro, as condições adversas deram esperanças para o brasileiro, que ainda teve que superar uma punição de 10 segundos no box para vencer.

No final, Senna recebeu duas bandeiras. A primeira foi logo que encostou na reta dos boxes, após a linha de chegada. Era apenas verde e amarela, sem o círculo azul. Ayrton percorreu o ‘S’ com ela, mas logo depois foi parado por um fiscal de pista, que o entregou uma bem maior, com todas as cores e ainda o nome de “Senna” grafado em branco. Ayrton somente foi estacionar o carro quando os torcedores invadiram a pista e comemoraram ao seu lado. O Senna TV encontrou Marcelo Krause, o fiscal de pista de Interlagos em 1993, e fez uma entrevista especial com ele. Confira abaixo.

2- GP da Europa – Donington Park 1993

A prova de Donigton Park se tornou inesquecível pela tão conhecida volta perfeita de Ayrton Senna. O brasileiro saiu da quarta posição, foi espremido por Schumacher na largada e caiu para quinto mas, a partir daí, deu um show no molhado. Ayrton arriscou e, buscando um traçado diferente na pista, conseguiu tomar a frente de Schumacher e retomar a quarta posição. A ultrapassagem sobre Wendlinger foi feita quase na sequência, apenas uma curva depois. O brasileiro fez uma tomada completamente por fora, deixando o adversário sem nenhuma reação para defender a terceira posição na freada. Depois foi a vez de passar Hill por dentro, e por fim Prost, na curva mais lenta do circuito, o hairpin, tudo na primeira volta.

No restante da prova, Ayrton foi tão soberano que ainda colocou uma volta em Prost, terceiro colocado na corrida. Senna subiu no pódio com a bandeira em mãos e fez uma de suas maiores festas da carreira, esbanjando alegria na comemoração.

3- GP de Detroit – 1986

A primeira vez a gente nunca esquece. Foi exatamente essa a sensação de Ayrton Senna e todos os brasileiros após a vitória do piloto da Lotus em Detroit. No dia seguinte após a eliminação do Brasil para a França na Copa do Mundo de 1986, Ayrton se propôs a dar no troco nos franceses.  O brasileiro venceu pela quarta vez na F-1 e, mesmo abordo de um carro francês, pegou a bandeira nacional e deu uma volta completa com ela em punho, amenizando a derrota da Seleção de futebol no México. No pódio, por ironia do destino, estavam Laffite e Prost, ambos franceses, assim com a maioria dos engenheiros e mecânicos da Lotus.

4-GP da Itália de 1992

Em um campeonato completamente dominado pela Williams de Nigel Mansell e, mesmo em território da Ferrari, Senna teve um momento heroico no GP de Monza. Com problemas no carro titular, Senna usou o monoposto reserva  para largar em segundo e superar Mansell e Patrese.

No final, dois fatos históricos: foi a última vitória da parceria de sucesso entre Senna e Honda, e a McLaren ultrapassou a Ferrari em pontos na história da Fórmula (1755,5 contra 1744,5). Com centenas de bandeiras tremulando, Ayrton carregava a que estava no local mais alto de Monza.

5-GP Brasil de 1991

Senna venceu no Brasil pela primeira vez em 1991, mesmo após ter vários problemas com o câmbio durante a prova. No final, restou apenas a sexta marcha, mas nem assim ele desistiu. Ayrton parou o carro logo após ter recebido a bandeira quadriculada. Ele estava exausto. Na sequência, foi levado ao pódio pelo safety car para ser saudado pelo público brasileiro. Seu primeiro ato ao se ver de frente para o público foi levantar a bandeira com as duas mãos.