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Portugal: um país de boas histórias e de tranquilidade para Ayrton Senna

O Dia de Portugal é celebrado em 10 de junho – uma homenagem também ao poeta Luís Vaz de Camões. Para os fãs de Ayrton Senna, a data é perfeita para relembrar alguns dos melhores momentos do piloto na F-1. A primeira vitória do brasileiro na categoria aconteceu justamente no Autódromo de Estoril em 1985, debaixo de um dilúvio.

Em 1991, o piloto passou a fazer de Portugal sua base na Europa, mais especificamente na bela região do Algarve, que se assemelhava ao Brasil pelas belas praias e temperaturas mais amenas. Era lá onde Senna tinha um período de muita paz entre os intervalos de corridas e treinos, aproveitando o descanso em casa e também se divertia dirigindo o seu Honda NSX.

Foi também em Portugal onde Senna adquiriu grandes admiradores de sua carreira. Um deles foi o jornalista Francisco Santos, que morou no Brasil durantes muitos anos. Santos lançou a primeira biografia sobre o piloto em 1994, mas conheceu Ayrton bem antes disso, em 1979, quando Senna buscava patrocínio para correr na Europa.

“É difícil comparar pilotos e épocas diferentes, mas foi de certeza o mais carismático de todos os tempos. Para o povo brasileiro, ele era um Deus. Aliás, o domingo só começava para eles depois de verem o Grande Prêmio (com Ayrton)”, disse em entrevista para o jornal Expresso, de Portugal.

Ex-diretor de relações públicas da Ford em Portugal, Artur Lemos também declarou para o jornal Expresso que Ayrton Senna era um verdadeiro “extraterrestre das pistas”. “Já o admirava antes de ele entrar na Fórmula 1, porque ele sempre foi um vencedor no desporto automóvel, por tudo onde passava. Era realmente um extraterrestre dos automóveis”, lembrando que o piloto já era conhecido na Europa antes mesmo da sua primeira vitória em Estoril.

Aliás, foi justamente a vitória de Senna em Portugal que Artur Lemos não esquece. Ele foi um dos privilegiados por ter presenciado tudo ao vivo. “Estava no Autódromo do Estoril na primeira vitória do Senna. Ele passou um atestado de incompetência a toda a gente nessa corrida. Foi fascinante porque a pista parecia um rio e, mesmo com as circunstâncias difíceis, ele bateu toda a gente”, relembra Artur, que é um colecionador de diversos itens sobre o tricampeão mundial de F-1, desde mini-capacetes até obras de artes.